sábado, 21 de novembro de 2009

Desde que o mundo é mundo que o homem cria frases pra falar verdades fazendo graça.
Eu, desde moleque, gosto dessas palhaçadas.
Quanda tinha 17 anos, colecionava frases absurdas.. tinha um caderno lotado delas..
Depois, joguei fora...
Mas ainda rio muito, quando vejo em caminhões, banheiros e outros lugares, frases engraçadas.
Sempre fuço na net atrás dessas bobagens.
Peguei algumas.. umas são bobinhas.. outras muito massa..
Veja algumas:


- Amor é igual a fumaça: sufoca, mas passa. (ótima e real)
- A melhor vacina contra a AIDS é a comida caseira. (cruel, mas óbvia)
- A mulher que se vende, vale menos do que recebe!
- Amigos vem e se vão, inimigos se acumulam.
- A mulher foi feita da costela...imagine se fosse do filé.
- À noite todas as pardas são gatas.
- À noite todos os gatos são pardos.
- Antes dava um boi para não entrar numa briga, hoje brigo por um bife!
- Antes eu sonhava, agora eu nem durmo.
- Aonde vamos parar? Até Papai-Noel anda saindo com veados. (rsrs)
- A palavra de quem bigodeia não vale um fio de barba.
- A pior das sextas-feiras ainda é melhor do que a melhor dassegundas-feiras. (ótima)
- A primeira ilusão do homem começa na chupeta.
- Aqui é como o World Trade Center, só entra avião!!! (massa)
- Aqui não é garagem de fusca.
- A semelhança entre o entregador de pizza e o ginecologista, é que os dois sentem o cheiro, mas não podem comer!
- As mulheres perdidas são as mais procuradas.
- A velocidade que emociona é a mesma que mata.
- A vida é como um dado: tem pontos marcados.
- Malandro é o pato, que já nasce com os dedos colados para não usar aliança. (rsrs)
- Sogra não é parente, é praga de Deus!
- Se for pra morrer de batida, que seja de limão.
- Virgindade e picolé é tudo a mesma coisa. Sempre acaba no pau. (rsrs)
- Ainda sou criança... foi o brinquedo que mudou de tamanho.
- Mulher de beira de estrada e que nem circo: só tem armação. (rsrs)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Hoje eu tava falando com o Fernando, no Talk, quando ele riu.. aquele kkkkkkkk.. saca?
Na hora me lembrei de dois poemas que falam do ato de rir.
E passei pra ele, que adorou.
Daí, resolvi postar aqui, porque se tem muita gente que saca, tem um monte que nunca leu...
E eu acho massa dividir essas coisas....
Como um dos poemas sobre o ato de rir é do Cruz e Souza, um gênio, resolvi postar outro poema dele.. nada a ver com rir..
O primeiro poema da "série rir" (rsrs), é do Cruz e Souza e chama-se Rir (eita!).
Paulo Leminski lançou um livro sobre a vida e obra dese poeta negro.
Quem não leu, leia... o livro é um show de história, respeito e poesia.
O outro poema é mais véi que eu, de 1910.. parece... Encantação do riso.
Se meu russo não me falha, o autor é Velimir khelébnikov, com tradução de Haroldo de Campos.
E Caveira, do Cruz e Souza, é uma obra prima.
Leminski chamou a atenção para a numeração das estrofes e o número de pontos de exclamação no final das mesmas... fica parecendo um poema visual...
Saque:


RIR! (Cruz e Souza)
Rir! Não parece ao século presente
Que o rir traduza, sempre, uma alegria...
Rir! Mas não rir como essa pobre gente
Que ri sem arte e sem filosofia.

Rir! Mas com o rir atroz, o rir tremente,
Com que André Gil eternamente ria.
Rir! Mas com o rir demolidor e quente
Duma profunda e trágica ironia.

Antes chorar! Mais fácil nos parece.
Porque o chorar nos ilumina e nos aquece
Nesta noite gelada do existir.

Antes chorar que rir de modo triste...
Pois que o difícil do rir bem consiste
Só em saber como Henri Heine rir!...


Encantação do riso (Velimir Khelébnikov. Tradução: Haroldo de Campos)
Ride, ridentes!
Derride, derridentes!
Risonhai aos risos, rimente risandai!
Derride sorrimente!
Risos sobrerrisos -risadas de sorrideiros risores!
Hilare esrir, risos de sobrerridores riseiros!
Sorrisonhos, risonhos, sorride, ridiculai, risando, risantes,
Hilariando, riando,Ride, ridentes!
Derride, derridentes!


Caveira (Cruz e Souza)
I
Olhos que foram olhos, dois buracos
Agora, fundos, no ondular da poeira...
Nem negros, nem azuis e nem opacos.
Caveira!

II
Nariz de linhas, correções audazes,
De expressão aquilina e feiticeira,
Onde os olfatos virginais, falazes?!
Caveira! Caveira!!

III
Boca de dentes límpidos e finos,
De curve leve, original, ligeira,
Que é feito dos teus risos cristalinos?!
Caveira! Caveira!! Caveira!!!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Outro dia, o Ricardo Leão fez um show no Goiânia Ouro, lançando o CD Cinematecla.
Um puta dum show, por sinal.
Durante a passagem de som, o Ricardo me chamou e começou a cantar algumas canções que fizemos juntos nos anos 80 e 90.
Cantamos juntos.
Na hora me lembrei das letras.
Caraca, como eu e o Ricardo temos canções boas, véi!!!
Modéstia às favas!!
O Ricardo propôs: "Carlão, vamos gravar um disco com essas nossas canções?"Ficamos de selecionar algumas e convidar cantores e cantoras para nos ajudarem nas gravações... achei a idéia massa.. espero que vingue.... rsrs
O Ricardo lembrou de duas canções, Fora do Tom e Viola Rouca.
Lembrei que adoro as duas.
E lembrei que Viola Rouca foi a primeira letra que fiz falando de mim.
Não gosto de fazer letras falando de mim.
98% das minhas letras não tem nada a ver com a minha realidade.
Pura ficção...
Como dizia a mulher do Lupicínio Rodrigues ( o grande), ao ver o marido explicando as letras das canções dor de cotovelo que fazia, tentando dizer que tinham a ver com sua realidade: "Tudo mentira.. Tudo mentira"...
Eu também, se falar que minhas letras são tiradas de momentos meus, podem gritar: Tudo mentira!
Mas Viola Rouca eu fiz nos anos 70 e o Ricardo musicou nos 80.
Adoro.
Posto aqui.
Agora.

Viola Rouca
Deixei que a faca me sangrasse o corpo
Deixei que o sangue se escorresse aos poucos
Saí de manso, pela porta lateral
Ninguém me viu.

Levei comigo os sonhos da cidade
A sede, a senha, o corredor da morte
Gritei seu riso falso, marginal
Ninguém ouviu.

Guardo comigo uma viola rouca
De vez em quando, ronca, por roncar
De vez em quando, louca pra cantar.

Fica comigo, minha coisa pouca
Converse mais, até o boi dormir
Depois me abrace o corpo
E cale a boca.

Vou postar também a letra de Fora de Tom.
Que amo.. ela é política... feita ainda nos tempos da ditadura militar.

Fora do Tom

É como se outra vez
a gente estivesse aqui
sofrendo do mesmo mal
que um dia se fez sentir
com medo da mesma dor
sem jeito até pra sorrir
plantando da mesma flor
negando pra não pedir
querendo morrer de amor
sem forças pra conseguir.

É como se outra vez
calar fosse muito bom
viver fosse tão menor
que a vida fora do tom
querendo soltar a voz
e a boca negando o som.

É como se outra vez
a vida acabasse aqui
e o passo estancasse assim
com medo de proseguir
e a estrada se abrisse em dez
e a gente sem decidir.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Cê pode até falar que sou brega, que num importo.
Mesmo!
Sou brega sim... não desses bregas que gostam de sertanojo, etc.
Sou desses bregas que choram vendo filmes tipo O Som do Coração.. rsrs.. num falei?
Sou brega a ponto de assistir filme e ficar anotando frases que acho massa... num falei (2)??
Exemplo: perdi o sono numa madrugada dessas. Tô nessa mania de dormir cedo e acordar no meio da madruga, e não achar o sono mais é nem...
Tava falando: perdi o sono, liguei a TV e tava passando Olga, filme brazuca, sobre a vida de Olga Benário, ex-muié do Prestes, aquele da coluna.
Não é dor na coluna, seu zé.. é da Coluna Prestes.
Ah, abra no google e descubra quem é...
Pois eu não só vi o filme, como anotei frases.. rsrs.. num falei (3)???
Pois veja as frases que anotei, faladas pela Olga, em momentos distintos da suas vida:

"Não quero mais ter forças.
Não quero mais ter coragem.
Eu tenho medo!"

"Lutei pelo justo, pelo bom, pelo melhor do mundo".

Massa né?
A primeira frase é de uma verdade que poucas pessoas têm coragem de assumir.
Em momentos de baixa, quantas pessoas não tiveram a vontade de falar isso?
"Não quero mais ter forças.
Não quero mais ter coragem.
Eu tenho medo!"

Cê pode até falar que sou brega, que num importo... rrsrs.. num falei (4)????

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Canção genial (pra variar) do José Miguel Wisnik, tomando como ponto de partida a música Meu Mundo Caiu, da Maysa.
Maysa termina com a frase "se meu mundo caiu, eu que aprenda a levantar".
Wisnik brinca e cria: "se meu mundo cair, eu que aprenda a levitar".
Eu acho isso do caralho.
E a melodia do Wisnik também é linda.
Pena que não se encontre no youtube.
Se vc entrar no site www.cpflcultura.com.br, e digitar José Miguel Wisnik, vai dar em cima de uma palestra feito pelo compositor, em que ele canta as duas canções, a dele e a da Maysa.
Eis a letra:

Se meu mundo cair
então caia devagar
não que eu queira assistir
sem saber evitar

cai por cima de mim:
quem vai se machucar
ou surfar sobre a dor
até o fim?

cola em mim até ouvir
coração no coração
o umbigo tem frio
e arrepio de sentir
o que fica pra trás
até perder o chão
ter o mundo na mão
sem ter mais
onde se segurar

se meu mundo cair
eu que aprenda a levitar

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Três poemas de amor que acho belos.
O segundo do José Lino Grünewald (procurem conhecer, senhores poetas!).
O primeiro e o terceiro, do Glauco Mattoso (esse cara, todos precisam ler.)
O terceiro é tradução do Glauco.
O primeiro poema, foi musicado pelo Arnaldo Antunes e ficou massa.
Vamos lá:

SONETO 234 CONFESSIONAL (Glauco Mattosso)
Amar, amei. Não sei se fui amado,
pois declarei amor a quem odiara
e a quem amei jamais mostrei a cara,
de medo de me ver posto de lado.

Ainda odeio quem me tem odiado:
devolvo agora aquilo que declara.
Mas quem amei não volta, e a dor não sara.
Não sobra nem a crença no passado.

Palavra voa, escrito permanece,
garante o adágio vindo do latim.
Escrito é que nem ódio, só envelhece.

Se serve de consolo, seja assim:
Amor nunca se esquece, é que nem prece.
Tomara, pois, que alguém reze por mim...


Soneto Circular (José Lino Grünewald)
Difícil responder a tal pegunta
a pergunta que o tempo eternizou
pois se alguém com alguém sempre ficou
são só dois corpos vãos que a vida junta.

O que é sonhar, cismar ou divagar
definir o que é flama, fé ou flor
são flácidas palavras sem valor
os fáceis pensamentos cor do ar.

Restaria essa inútil melopéia
de quem burila o texto e logo ri
do verbo que ser visão e idéia.

Mas neste espelho me olho e vejo a ti
e ganho o conhecer renovador.
A resposta é Você. O que é o amor?


Escribir-Te Otra Vez … – Salvador Novo (tradução: Glauco Mattoso)
Escrevo-te outra vez, vou ao correio
Beijar o selo, à beira do envelope
Teus lábios! Meu nariz, choroso, entope…
Vão dias, e a resposta inda não veio.

Teus claros olhos são, quando te leio
Tão nítidos na mente, se a galope
Me venha aquela angústia que me dope
Nas horas de saudade, meu recreio!

Ao sonho roubo o encanto de rever-te.
Me encanto, na vigília, com sonhar-te,
Temendo, no meu íntimo, perder-te.

Teu rosto penso achar em toda a parte
Amor, meu bem, é isso: ausência e flirt
Que mata e ressuscita. É sorte, ou arte.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Versão feita por um monte de bebum, na mesa dum boteco, de uma canção baiana de domínio público (acho)... a letra da canção é:

Um baiano, um coco
dois baianos, dois cocos
três baianos, uma cocada
quatro baianos, uma baianada.

A versão etílica:

One baiano, one coconut
two baianos, two coconuts
three baianos, a coconut candy
four baianos, a Bahia's citizen.

rsrsrsr.. não vale rir... rsrs