terça-feira, 17 de agosto de 2010

Em 2000, eu tava começando a dirigir o Martim Cererê, e a Lydia Himmem me propôs que a gente fizesse um lance de música eletrônica.
Foi então criado o Eletronicamente, que é o pai e a mãe de projetos que vieram depois como o Quinta Ativa, e dessas festas com discotecagem, que viraram febre em Gyn, até 2009.
O Eletronicamente nasceu numa época em que se ir a festas de música eletrônica era supercaro.
Haves a 60 paus, ou mais. Boates a 20 paus, por aí. Na época, né?
E o Eletronicamente veio free, de grátis.
Foi uma festa. Cerca de 700 pessoas se acumulavam no Martim, à cada sexta-feira, das 18h às 24h.
Depois a gente parou com o babado, porque tava na hora de parar.
Em Goiânia, o povo tem a mania de continuar com projetos, mesmo depois deles terem morrido.
Caraca, eu comecei esse papo com uma idéia pra encerrar, e esqueci... véi é foda... tem que morrer.
Ah, nem!
Depois que eu lembrar qual era o papo de fechamento, volto aqui e falo.
Faz de conta que eu pedi os comerciais.
E espere sentado.
Vc faz isso pro Raul Gil. Por que não pode fazer por mim?

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Caraca, tem um tempão que abandonei esse blog.
Depois que fui parar no twitter, aprendi a pensar usando apenas 140 caracteres.
Deixei de pensar comprido, com muitas palavras, muitos toques e passei a pensar pequenininho, do jeito que o twitter ensina.
Hoje, relendo pela milésima vez, Gaiteiro velho, livro de poemas do Fausto Wolff, lançado em 2003 pela Bertrand Brasil, me deu vontade de voltar a pensar comprido.
Tá que os poemas do Wolff, se a gente resumir, a maioria tem frases geniais que cabem no twitter.
Exemplos:
"Levo dentro do bolso a chave do reino. Não há saída".
"Deste modo fui envelhecendo. As palavras me enganando e eu enganando elas."
"Devolvo-lhe o sexo e o prazer anexo".
"Comportem-nos irmãos. Caso contrário, descobrirão que não somos comportados e nem irmãos."
E por aí vai.
Mas se vc pegar um poema inteiro do Gaiteiro Velho, o prazer é infinitamente maior.
Por esse motivo simples, mas altamente relevante para mim, resolvi voltar ao meu Tire o dedo do meu blog.
Justamente para deixar de ser monossilábico, coisa que o twitter nos impõe.
Eu falei impõe. Não falei obriga.
Será que consigo voltar a dar as caras por aqui?
A falta de frequência resulta na falta de hábito.
E a falta de hábito resulta numa preguiça imensa.
Preguiça do meu blog. Do meu Tire o dedo...
Eu tô voltando!

domingo, 20 de junho de 2010

Eita, se horóscopo desse certo, hoje eu ia arrrebentar.. rsrsrs
Veja que gracinha:

"Hoje deve ser um dia excelente em todos os aspectos da sua vida, Carlos, particularmente, para todos os tipos de relacionamento.
O amor e a sexualidade estão, especialmente, ressaltados nesse dia prazeroso.
Até mesmo assuntos de trabalho podem ser favorecidos por um momento em que você está com o seu carisma em plena forma e as pessoas gostando de você de graça."

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Hoje eu tô particularmente feliz.
Feliz de doer.
Motivo: caiu nas minhas mãos o livro Pio Vargas - Poesia Completa, organizado pelo Carlos William e publicado pela R&F.
Cara, o Pio já tava merecendo esse livro.
Porque o establishment da literatura feita em Goiás, boicotou o Pio até mandar falar upa.
Motivo: o Pio era talentoso, inteligente, criativo, moderno.
Um escritor, na real.
Não um escritor fabricado pelos compadres, como é a maioria dos "escrivinhadores" dessa terra.
O Pio é o maior poeta de Goiás, de todos os tempos.
Melhor que Gilberto Mendonça (eu não gosto muito do Gilberto); melhor que Afonso Félix (eu adoro Afonso); melhor que toda essa tranqueira que continua viva e fazendo "poesia", mas que não suporta meia hora de leitura séria e atenciosa.
Por isso esse livro chegou na hora certa.
Porque o establishment tirou Pio das bibliotecas (inclusive a que leva seu nome); porque os metidos a escritores boicotaram Pio até esconderem um poema seu que foi classificado em primeiro lugar num concurso sobre Goiânia.
Poema que bateu todos os "melhores" da cidade. TODOS!
Porque fizeram tudo para esconder o talento do cara.
Agora, esse livro resgata a real: Pio Vargas é o melhor poeta goiano de todos os tempos.
Melhor sem empáfia.
Só melhor.
Na boa.
Na real.
Na real dos fatos e não dos papos dos compadres que vivem de lançar novos e novos "artistas", gentinha miúda que mal disfarça a esmola.
Hoje eu tô feliz, porque tô falando de um artista de verdade.
Coisa rara nesse goiazinho véio de guerra.
Pio Vargas era coisa rara.
Como ele bem disse:
"A mim pertence
esse mistério:
ser bem claro
mas ser raro
como um favo
de minério".
Hoje eu tô tão feliz, menino Pio, que até vou tomar uma ceva em sua homenagem.
Vamos?

sexta-feira, 12 de março de 2010

Tadinho do meu Tire o Dedo...
Depois do twitter, larguei de mão meu bloguinho bunitinho.. rsrs
Motivo simples: aqui, a gente tem que postar sempre um texto maior.
Se possível, texto inteligente, para que as pessoas leiam e falem: caraca, como esse véi é massa!
E aí, a gente corre até o risco de virar cult.
Mas como não fiz o teste do pezinho e mal sei escrever, acabei optando mais pelo twitter do que pelo blog.
No twitter eu escrevo uma frase rapidona, babaca, metida a engraçada e largo a frase lá.
Sem nenhuma obrigação de me candidatar a cult.. rsrsr
Mas eu prometo, meu Tire o Dedo, voltar a frequentar suas páginas e postar coisas inteligentes e sensíveis.
Sim, meu blog, tô fazendo o supletivo do mobral (quem se lembra?), só pra aprender a escrever bunitinho e fazer bonito aqui nesse espaço.
Enquanto não fico inteligente, posto, de vez em quando, um texto meia boca como esse, só pra não perder o costume.
E continuo mandado bala nas minhas frases sem tipo, no twitter.
Afinal de contas, sou ou não sou o velho e bom Brandon Lee, o último herói do cinema???
Eita, lasqueira!!!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A canção Bang bang - My Baby shot Me Down, eu conheci quando vi Kill Bill 1, um puta filme.
Adorei.
Tudo: música e filme.
Ficou o tesão de fazer uma versão e, quem sabe, gravar no Cai Pro pau Gordin Mané!, CD que pretendo gravar, no final deste ano.
Tentei algumas vezes e a versão ficava paia.
Ontem, tentei, mais uma vez: bingo!
Adorei a letra da versão que "fiço".
Posto aqui, pra registrar.
Quem quiser cantar junto, vá no youtube e peça Nancy Sinatra - Bang Bang.
Ouça e tente acompanhar com essa letra que fiz. Fiço!
Não é difícil acompanhar, porque tá direto e reto.
Mudei algumas coisas da letra original, troquei sentidos, coisas minhas, pra não ficar muito em cima.
Versão, pra mim, é usar a idéia original como espinha dorsal e criar a letra em português.
Se possível, com muito bom gosto e talento.
Sempre!

Eu e ele, dois heróis
nossos cavalos de pau
nossas roupas de cowboy
e batalhas pra vencer.

Bang, bang, ele acertou
bang, bang, e eu caí
bang, bang, foi sempre assim
bang, bang, as lutas que perdi.

Veio o tempo e eu cresci
ele me chamou de seu
e sorrindo me falou
dos brinquedos que guardou.

Bang, bang, ele acertou
bang, bang, e eu caí
bang, bang, foi sempre assim
bang, bang, as lutas que perdi.

Quando a música tocou
eu fiquei sem entender...

E agora ele se foi
eu não queria chorar
mas se ele não disse adeus
pode ser que vá voltar.

Bang, bang, ele acertou
bang, bang, e eu caí
bang, bang, foi sempre assim
bang, bang, as lutas que perdi.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Pobre é foda, né? Mal vê alguém na merda e sai logo querendo ajudar.
Mas ajuda pra aparecer, pra fazer bonito, pra se mostrar e, se der, sair no jornal e na televisão.
O Brasil é desse jeito.
Com a tragédia no Haiti, onde morreram milhares de caboclos, o Brasil, pobre metido a besta, saiu na frente e já enviou não sei quantas toneladas de rango, roupa e remédios para o povo de lá.
Será que quem dirige esse paizinho metido a bacana, não saca que isso aqui é que é uma tragédia?
Por aqui, morrem milhares por dia, de fome, de bala e de vício.
E ninguém aqui faz campanha pra ajudar os sobreviventes do País em que vive.
Mas, na hora de ajudar quem mora lá longe e tá recebendo ajuda do mundo todo, principalmente dos maiores países da Terra, o Brasil quer mostrar serviço, aparecer.
E a imprensa não se cansa de dar destaque na ajudazinha brasileira.
Ajudazinha sim. Porque o que nós mandamos pra lá, se for comparado com o que Inglaterra, França e mesmo Estados Unidos mandam, é nada.
Mas não. O povo daqui nem quer saber dos brasileiros que morrem de fome, sede, vício e bala.
Pobre não gosta de pobre que morre na porta da sua casa.
Pobre gosta é de quem morre via satélite, né?
Aí o pobre manda um saquinho de arroz cristal de ajuda lá pra longe e vê, na TV, o avião pousando com a ajudinha dele, e fica feliz e orgulhoso.
Mas não é feliz por ter ajudado. É feliz por ter aparecido.
Pobre gosta é de aparecer, de se achar bacana.
Eu quero mais é que os países ricos ajudem os caras do Haiti. Só.
E quero muito que o Brasil ajude os brasileiros famintos, sem teto, sem terra, sem esmola, sem nada.
Fica fácil para o nosso governo arranjar cartões de comida para os pobres daqui, coisa que mais parece esmola, que ajuda feita de coração.
O Lula já foi pobre. E por isso deveria acordar e parar de mandar a comida daqui pra lá.
Parar de tirar da boca do faminto daqui, o alimento que lhe tiraria temporariamente a fome, para mandar esse alimento pra bem longe, só pra aparecer nas TVs do mundo todo.
Não, véi, sou contra. Assim como sou contra as Paraolimpíadas, sou contra essa movimentação toda pra ajudar os sobreviventes do tal terremoto.
Quero saber se a televisão não estivesse por perto, se o povo se meteria a ajudar. Nunca.
Tenho certeza que essa ajuda não viria nunca.
Do jeito que não vem aqui no País.
Aqui, ninguém ajuda ninguém, porque não vai sair na TV, nos jornais.
Porque ajudar pobre brasileiro já tá tão comum que não dá notícia. Então, pra aparecer, os bobos saem ajudando quem tá na mídia. E quem tá na mídia, agora? Os caras que trombaram com o terremoto.
Acorda, Brasil! Para de ser metido a besta, quando a gente nem é Pais direito!
Para, véi!
E entenda que quem está precisando de muita ajuda somos nós mesmos.
Será que é tão difícil aceitar que somos pobres e fodidos e sair cuidando das perebas da gente?
Ah, nem.... passa amanhã.